terça-feira, 12 de maio de 2009

marcar território empresarial

Biologicamente falando, os machos sentem necessidade de marcar território; de deixar o seu cheiro pelos sítios que considera seus de modo a que os machos vizinhos saibam quem manda. Todos nós já vimos os programas do national geographic e sabemos o principio.
Ultimamente tenho constatado que este comportamento não reside apenas nos animais ditos irracionais. Observando o habitat empresarial, tenho que constatar que os gestores e respectivos aspirantes, também gostam de participar num conjunto de mijo, contando e apregoando o número de mijadelas realizadas como se isso por si só mostrasse a sua qualidade! Anda a malta a pensar que o segredo está no MBA, e afinal basta mostrar que se mija mais e melhor!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Gestão pelo bonequinho michelin...

Todos nós conhecemos o bonequinho da Michelin, Bibedum. É uma figura simpática, sorridente, com aquele ar algo bonacheirão que muitas vezes acompanha os gordinhos. Mas todas as figuras têm a sua prateleira de arrumação, o seu sítio. Se Bidebum é uma cara aprazível nos guias e até mesmo a vender pneus, o caso muda de figura se o imaginarmos como uma representação de uma organização e o seu mega-gestor. Ora vejamos se todo o Bibedum for a organização e a cara sorridente o presidente executivo, os ombros o corpo administrativo e por aí em diante, temos uma boa cabeça, que nem consegue ver o seu próprio umbigo tal é o volume dos seus pneus a decidir o destino de todo o seu corpo, ainda que não o veja e por isso mesmo não o conheça! Não é por acaso que o Bibedum olha em frente e quando resolve andar é no minimo banboleante!
Será que queremos uma gestão bamboleante? Dá assim tanta confiança?!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Porque se calam os Pequenos?

Todos os grandes, que acham que ganharam o direito a mandar em alguém, muitas vezes se vêem numa espécie de monte Olimpo, de onde ditam as suas ordens do alto e de onde se podem achar como gigantes para os mortais que não têm outra escolha, se não se subjugarem!
Se este monte Olimpo for um qualquer concelho de administração e os deuses, não forem mais que semi-divindades que por um acaso qualquer acabaram a gritar ordens, sabem bem que se disso não se valerem, a máscara caí. As técnicas de amedrontamento, podem ir desde o simples grito à suspensão do pão para a boca, mas a preferida, é de longe reduzir os mortais ouvintes a uma posição em que os mesmos tenham medo da sua condição, sem se aperceberem que é no seu espírito de sobrevivência que reside a sua maior força!

domingo, 13 de julho de 2008

Gestão Desenrasca

Diz-se em jeito de gozo, à boca cheia, que os tugas devem estar protegidos por uma redoma de vidro devidamente assinalada com o sinal "quebrar em caso de emergência"! O que é quase o mesmo que dizer que apenas quando tudo o resto falta, ter o nível de desenrascanço tuga à mão de semear, sabe bem!
Nós por cá, parecemos estar convencidos que devemos aplicar o nosso nível de desenrascanço como panaceia universal!
Desde os políticos que utilizam sucessivos golpes de rins para disfarçar o facto de não saberem como raio vão limpar a trampa já gerada por este peculiar colar com cuspo à tuga; Passando pelos gestores que chicoteiam para incentivar a rapidez da reacção, ao invés de se preocuparem em olhar mais à frente; Ao desgraçado do mexilhão só lhe resta mesmo desenrascar-se e arranjar qualquer forma de construir castelos sem alicerces!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Tascas 5 estrelas

Se imaginarmos uma qualquer vila pesqueira, um bar perto da praia, tipos bronzeados, com um certo cheirinho a Zezé Camarinha, podemos quase imaginá-los de calção, enfia nos pés, mangas cavas, com correia de ouro ao pescoço, cerveja à mão, sentados de perna aberta, enquanto trocam linguajar colorido, entre referências a símbolos fálicos, referências ao acto de cobrir saltam à boca e ajeitam-se no banco, guardando ainda mais espaço entre as pernas, como se fosse uma espécie de jogo de antecipação… as gargalhadas ecoam todas em simultâneo numa espécie de coro agreste enquanto se acumula a típica piada à volta do 69, só porque já é esperada e faz parte do enredo!

E todo este quadro a roçar o ambiente de tasca, ainda que possa estar demasiado garrido, as cores não destoam….

E se todo o argumento fosse idêntico, mas o cenário fosse uma sala enorme de reuniões, arejada, bem iluminada, com carros de luxo à espera, depois da reunião terminada?

terça-feira, 4 de março de 2008

À mulher de César…

Não basta ser séria, tem que parecer séria!

Já numa boa empresa tuga, diria que dependendo dos intervenientes a agradar, basta parecer sério, ou não parecer de todo, mas parecer que se sabe fazer os outros sérios ou quem sabe nem sequer perceber o significado da palavra!

E há dias, em que jogar entre todas as máscaras e entre todos os que nem as sabem usar, é simplesmente ginástica a mais!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Carnaval português?...

Carnaval para mim são máscaras. Gosto do Carnaval de Veneza pela beleza das máscaras em si. Gosto da parte do vestir peles, de fazer de conta...
O nosso Carnaval não tem este glamour é um facto, mas as imagens que vemos mais publicitadas são as do Carnaval da Madeira, de Loures, dos Cabeçudos...
E depois vemos um post como este e ficamos sem palavras! A barbárie do acto em si e de existir quem o consiga assistir neste país à beira mar plantado, faz com que brandos costumes não seja a metáfora que mais salta à vista!
Em parte é o tratamento que damos aos animais, e não só às pessoas, que mede o nosso grau de evolução, de civilização... E se ao estado da nação, juntarmos esta tradição, diria que caminhamos alegremente para o fundo da tabela!
Mas como diz a Filomena Mónica, vamos fazer de conta que vivemos num país civilizado e ainda assim, escrever a nossa indignação a toda a gente que contribui para esta bodega!