sábado, 23 de maio de 2009

Cântico branco!

Pessoalmente sou mais uma pessoa do "Cântico Negro", embora reconheça que enquanto marcha individual tem o seu encanto, a sua nota de rebelião, ninguém espera que um bom líder tenha como máxima não sei por onde vou...
Mas dizer à boca cheia "sei para onde vou, para onde quero ir e como vou para lá", quando todos os que estão à volta, não deixam de ter de certa forma também humanos e por isso almas com dúvidas, não será de certa forma um endeusar de si próprio?

terça-feira, 12 de maio de 2009

marcar território empresarial

Biologicamente falando, os machos sentem necessidade de marcar território; de deixar o seu cheiro pelos sítios que considera seus de modo a que os machos vizinhos saibam quem manda. Todos nós já vimos os programas do national geographic e sabemos o principio.
Ultimamente tenho constatado que este comportamento não reside apenas nos animais ditos irracionais. Observando o habitat empresarial, tenho que constatar que os gestores e respectivos aspirantes, também gostam de participar num conjunto de mijo, contando e apregoando o número de mijadelas realizadas como se isso por si só mostrasse a sua qualidade! Anda a malta a pensar que o segredo está no MBA, e afinal basta mostrar que se mija mais e melhor!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Gestão pelo bonequinho michelin...

Todos nós conhecemos o bonequinho da Michelin, Bibedum. É uma figura simpática, sorridente, com aquele ar algo bonacheirão que muitas vezes acompanha os gordinhos. Mas todas as figuras têm a sua prateleira de arrumação, o seu sítio. Se Bidebum é uma cara aprazível nos guias e até mesmo a vender pneus, o caso muda de figura se o imaginarmos como uma representação de uma organização e o seu mega-gestor. Ora vejamos se todo o Bibedum for a organização e a cara sorridente o presidente executivo, os ombros o corpo administrativo e por aí em diante, temos uma boa cabeça, que nem consegue ver o seu próprio umbigo tal é o volume dos seus pneus a decidir o destino de todo o seu corpo, ainda que não o veja e por isso mesmo não o conheça! Não é por acaso que o Bibedum olha em frente e quando resolve andar é no minimo banboleante!
Será que queremos uma gestão bamboleante? Dá assim tanta confiança?!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Porque se calam os Pequenos?

Todos os grandes, que acham que ganharam o direito a mandar em alguém, muitas vezes se vêem numa espécie de monte Olimpo, de onde ditam as suas ordens do alto e de onde se podem achar como gigantes para os mortais que não têm outra escolha, se não se subjugarem!
Se este monte Olimpo for um qualquer concelho de administração e os deuses, não forem mais que semi-divindades que por um acaso qualquer acabaram a gritar ordens, sabem bem que se disso não se valerem, a máscara caí. As técnicas de amedrontamento, podem ir desde o simples grito à suspensão do pão para a boca, mas a preferida, é de longe reduzir os mortais ouvintes a uma posição em que os mesmos tenham medo da sua condição, sem se aperceberem que é no seu espírito de sobrevivência que reside a sua maior força!

domingo, 13 de julho de 2008

Gestão Desenrasca

Diz-se em jeito de gozo, à boca cheia, que os tugas devem estar protegidos por uma redoma de vidro devidamente assinalada com o sinal "quebrar em caso de emergência"! O que é quase o mesmo que dizer que apenas quando tudo o resto falta, ter o nível de desenrascanço tuga à mão de semear, sabe bem!
Nós por cá, parecemos estar convencidos que devemos aplicar o nosso nível de desenrascanço como panaceia universal!
Desde os políticos que utilizam sucessivos golpes de rins para disfarçar o facto de não saberem como raio vão limpar a trampa já gerada por este peculiar colar com cuspo à tuga; Passando pelos gestores que chicoteiam para incentivar a rapidez da reacção, ao invés de se preocuparem em olhar mais à frente; Ao desgraçado do mexilhão só lhe resta mesmo desenrascar-se e arranjar qualquer forma de construir castelos sem alicerces!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Tascas 5 estrelas

Se imaginarmos uma qualquer vila pesqueira, um bar perto da praia, tipos bronzeados, com um certo cheirinho a Zezé Camarinha, podemos quase imaginá-los de calção, enfia nos pés, mangas cavas, com correia de ouro ao pescoço, cerveja à mão, sentados de perna aberta, enquanto trocam linguajar colorido, entre referências a símbolos fálicos, referências ao acto de cobrir saltam à boca e ajeitam-se no banco, guardando ainda mais espaço entre as pernas, como se fosse uma espécie de jogo de antecipação… as gargalhadas ecoam todas em simultâneo numa espécie de coro agreste enquanto se acumula a típica piada à volta do 69, só porque já é esperada e faz parte do enredo!

E todo este quadro a roçar o ambiente de tasca, ainda que possa estar demasiado garrido, as cores não destoam….

E se todo o argumento fosse idêntico, mas o cenário fosse uma sala enorme de reuniões, arejada, bem iluminada, com carros de luxo à espera, depois da reunião terminada?

terça-feira, 4 de março de 2008

À mulher de César…

Não basta ser séria, tem que parecer séria!

Já numa boa empresa tuga, diria que dependendo dos intervenientes a agradar, basta parecer sério, ou não parecer de todo, mas parecer que se sabe fazer os outros sérios ou quem sabe nem sequer perceber o significado da palavra!

E há dias, em que jogar entre todas as máscaras e entre todos os que nem as sabem usar, é simplesmente ginástica a mais!