sábado, 21 de julho de 2007

O quebra-tintins

No decorrer desta semana, comecei sentir as férias tão longe, que cheguei a pensar se teria sido mesmo eu a fazer a viagem! No meio de um dos meus ataques de fúria dirigidos ao tipico planeamento “tuga way”, facilmente reconhecido pelo modus operandi que leva um alguns tipos a gritar, para assustar o índio de serviço pois sabem que muitas vezes despoleta o chamado modo do desenrasca e algo acaba por ser feito, ainda que colocado com cuspo, perguntei-me qual seria o segredo das reuniões com os adms. para deixar toda gente a piar fininho! Não pude impedir a minha imaginação de visualizar todos aqueles senhores a sentirem os seus tintins bem apertados, o que de certo modo justificaria não só o piar fininho na presença de quem os aperta, mas também a raiva que têm que despejar para baixo à laia de escape...

Se calhar, em tempos idos, nas mesas de administração, alguém instalou um aparelho tipo quebra-nozes, destinado a apertar os tintins dos gajos que lá se sentavam. Talvez hoje em dia, o aparelho já nem precise de ser utilizado, pois quais cães de Pavlov, começam a ganir só ante a ideia de poderem vir a estar lá sentados e sentirem os tintins esmagados. E ao contrário do que geralmente se diz, o problema não é “falta de tomates”, mas o facto dos mesmos existirem e serem “tão preciosos”!

Talvez por isso, ainda vá dando jeito aos senhores administradores terem chefes homens... pois se o medo do quebra-tintins acaba, vai ser co certeza uma chatice!

sexta-feira, 29 de junho de 2007

O sumo também custa!

Senhor investidor, convencido estava
a tostões poupar.
Para isso um espremedor mágico comprou
que de laranjas secas, sumo fazia!
Mas muito espantado ficou
quando sumo não encontrou
nas cascas já usadas
das laranjas por si já gastas!

terça-feira, 15 de maio de 2007

É favor puxar o autoclismo!

Ou em alternativa, haver um reaproveitamento nas empresas portuguesas de modo a utilizarem os brain storms provenientes dos altos cargos para outros negócios paralelos, como por exemplo, o fabrico de estrume!

Não sei se existe mais gente a queixar-se do mesmo, mas a julgar pela maioria dos comentários e queixas que oiço não só dos meus amigos, mas também no comboio, diria que o mal é geral: os senhores administradores, directores e afins começa a relevar uma tendência cada vez maior para ter a génese das suas ideias no intestino grosso em vez do expectável cérebro!!

Ora com tanta m_ _ _ _ a aterrar, podíamos pelo pelos tentar aproveitá-la para a agricultura biológica, ou então não, não fossem os vegetais deixar de ser saudáveis!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Ensina-os a pescar, ou talvez não!

Embora o princípio faça para mim todo o sentido: “não lhes dês o peixe, ensina-os a pescar”, começo a ter que dar a mão à palmatória e constatar que eu devo ser uma das excepções que prefere de facto pescar!

Não sei se à conta da comida de micro-ondas e todo o consumismo agudo, orientado a ter tudo feito, pronto num estalar de dedos, mas a verdade é que cada vez mais constato no dia a dia de trabalho que por muita linha, anzol, isco ou mesmo rede que deixe à vista, ainda que o balão de ensaio de pesca seja apenas e só num viveiro, há gente que não quer sequer pensar que tem que ser dar ao trabalho de pescar. Continua a socorrer-se do serviço de pesca, de preferência fechando os olhos ao facto de todos os utensílios estarem à mão de semear e regozijando apenas o facto do peixe já estar no prato e ainda que demore tempo, é sempre melhor jogar as culpas da demora para o pescador de serviço que além do seu peixe ainda tem que fazer um desvio para pescar as espécies que interessam aos outros, que molhar os próprios pés!

Pessoalmente, baptizo esta aversão à pesca de preguiça! Venham depois dizer que é preciso pescar mais ou que a pesca vai artesanal! Enquanto menos de metade, pescar para o resto, não se espantem que exista desequilíbrio!

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Habitats

Começo a achar que o ambiente empresarial, forma uma espécie de habitat próprio. Em parte isto acaba por explicar as conversas cruzadas que temos no café, quando num instante de desabafo constatamos que quase todos temos as mesmas queixas sobre o mesmo tipo de cromos, das avestruzes às preguiças, não esquecendo os quadrúpedes de forma geral! O engraçado deste tipo de habitat consiste em permitir, em certos casos o surgimento de espécies mitológicas.

Há dragões que conseguem iludir os mais distraídos, dando a impressão que lançam de facto labaredas e quando ao seu covil chamam alguém, muitos vestem armadura, outros passam a conversa a fugir da boca já que não se querem ver chamuscados.
Há ainda outra figuras que num primeiro relance parecem iguais a nós, mas quando vêem um pano vermelho, descobrimos que têm um quê de Minotauro, quando os vemos a marrar sempre em frente, sem tino algum e completamente espantados quando alguém resolve ser o forcado da cara!
Depois há as figuras vampíricas, que surgem pelas costas, no alto da sua palidez de olhos encovados, sondando o nosso pescoço, com os olhos a brilhar cada vez que ganham uma perspectiva de ataque a uma veia que deixámos à mostra e que nos levam a andar de crucifixo e alho atrás!

E no meio de tudo isto, temos que ter uma espécie de mala da Mary Poppins para podermos desenrascar qualquer defesa ou ataque neste habitat de todos os dias!

segunda-feira, 9 de abril de 2007

À distância de um telefonema

Para mal dos meus pecados, pertenço aquela universo de pessoas que tem presente na cabeça os pontos mais importantes dos projectos que tem entre mãos. Se é verdade que me dá jeito enquanto estou a trabalhar em n coisas diferentes, não é menos verdade que aos meus colegas, para não falar dos meus chefes, esta característica, dá ainda mais jeito! Afinal de contas, para que despender energia em ler vários mails ou ligar a mais que uma pessoa, quando à distância de 9 dígitos apenas, estão todas as respostas: tudo à distância de um pequeno telefonema!

Moral da história, mesmo que escolha apenas um par de dias, me esqueça do raio do “Out of Office”, e não tenha deixado nada pendente, o telemóvel tem que tocar invariavelmente pelo menos uma vez, pelo menos sobre um tópico! E se é verdade que o mar brilhava com uma cor linda, que o tempo escorreu devagar, como uma guloseima que se degusta suavemente, não é menos verdade que estes cortes apenas servem para nos lembrar que tudo isto é apenas um intervalo!

terça-feira, 20 de março de 2007

zoo na empresa

No decorrer do tempo em que vou ganhando experiência de trabalho, tenho reparado que existe toda uma fauna de espécies raras, capazes (ou incapazes) das coisas mais extraordinárias e com as quais, temos que conviver, porque não temos a sorte de estar numa reserva apenas com elementos da nossa espécie! Esta pluralidade de espécies que em potencial poderia fornecer um esquema de aprendizagem extraordinário, acaba por ter um efeito contrário se pensarmos no esquema de Darwin, partindo do principio que evolução é trabalhar melhor e não coçar a micose a troco de levar o salário para casa, conceito que pode, obviamente ser discutível. Geralmente, o feito de aprendizagem é feito tendo como base o esquema do operário: se me pagam para apertar uma porca, aí de mim olhar para o lado e tentar aprender outras formas de apertar a porca, ou mesmo chegar à conclusão que afinal, uma chave de fendas a cada 100 porcas, seria um investimento bem melhor! E como isto de apertar porcas, cansa (basta pensarmos no Chaplin e na sua alegoria à era industrial) o melhor mesmo é arranjar forma de, através dos meandros da produção, descobrir a fórmula da invisibilidade e acabar por não apertar porca alguma! Podemos comparar toda esta espécie, ou grupo, a um bando de preguiças adaptáveis!

Existem ainda os pavões! Aqueles, que pela sua natureza não se conseguem resignar ao estatuto de invisibilidade, o que não quer dizer que tenham mais vontade de trabalhar por isso. Apenas optaram por uma outra via: utilizam o aparato das penas que aprenderam a fabricar em seu redor para iludir os espectadores, enquanto pouco mais fazem que chamar a atenção!

Mas algumas destas criaturas foram contratadas na qualidade de engenheiros o que é uma chatice, pois dos que sobram, poucos estarão dispostos a fazer de facto alguma coisa, pelo que resta ainda uma escolha: dar a ilusão, não de encantamento, mas de trabalho. Assim, dão sempre a impressão de andar a correr, e quando o fazem, conseguem de facto percorrer distâncias assombrosas! Regra geral, não vão é a lado nenhum! Têm ainda uma outra particularidade da qual usam e abusam quando sentem que não têm pernas para continuara fugir: enterram a cabeça na areia. Estamos perante o chamado engenheiro avestruz!

Se juntarmos a todos estes exemplares, o comum burro, já para não falar do camelo, há alturas em que tenho vontade de dispensar a variedade biológica durante a semana!