domingo, 13 de julho de 2008

Gestão Desenrasca

Diz-se em jeito de gozo, à boca cheia, que os tugas devem estar protegidos por uma redoma de vidro devidamente assinalada com o sinal "quebrar em caso de emergência"! O que é quase o mesmo que dizer que apenas quando tudo o resto falta, ter o nível de desenrascanço tuga à mão de semear, sabe bem!
Nós por cá, parecemos estar convencidos que devemos aplicar o nosso nível de desenrascanço como panaceia universal!
Desde os políticos que utilizam sucessivos golpes de rins para disfarçar o facto de não saberem como raio vão limpar a trampa já gerada por este peculiar colar com cuspo à tuga; Passando pelos gestores que chicoteiam para incentivar a rapidez da reacção, ao invés de se preocuparem em olhar mais à frente; Ao desgraçado do mexilhão só lhe resta mesmo desenrascar-se e arranjar qualquer forma de construir castelos sem alicerces!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Tascas 5 estrelas

Se imaginarmos uma qualquer vila pesqueira, um bar perto da praia, tipos bronzeados, com um certo cheirinho a Zezé Camarinha, podemos quase imaginá-los de calção, enfia nos pés, mangas cavas, com correia de ouro ao pescoço, cerveja à mão, sentados de perna aberta, enquanto trocam linguajar colorido, entre referências a símbolos fálicos, referências ao acto de cobrir saltam à boca e ajeitam-se no banco, guardando ainda mais espaço entre as pernas, como se fosse uma espécie de jogo de antecipação… as gargalhadas ecoam todas em simultâneo numa espécie de coro agreste enquanto se acumula a típica piada à volta do 69, só porque já é esperada e faz parte do enredo!

E todo este quadro a roçar o ambiente de tasca, ainda que possa estar demasiado garrido, as cores não destoam….

E se todo o argumento fosse idêntico, mas o cenário fosse uma sala enorme de reuniões, arejada, bem iluminada, com carros de luxo à espera, depois da reunião terminada?

terça-feira, 4 de março de 2008

À mulher de César…

Não basta ser séria, tem que parecer séria!

Já numa boa empresa tuga, diria que dependendo dos intervenientes a agradar, basta parecer sério, ou não parecer de todo, mas parecer que se sabe fazer os outros sérios ou quem sabe nem sequer perceber o significado da palavra!

E há dias, em que jogar entre todas as máscaras e entre todos os que nem as sabem usar, é simplesmente ginástica a mais!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Carnaval português?...

Carnaval para mim são máscaras. Gosto do Carnaval de Veneza pela beleza das máscaras em si. Gosto da parte do vestir peles, de fazer de conta...
O nosso Carnaval não tem este glamour é um facto, mas as imagens que vemos mais publicitadas são as do Carnaval da Madeira, de Loures, dos Cabeçudos...
E depois vemos um post como este e ficamos sem palavras! A barbárie do acto em si e de existir quem o consiga assistir neste país à beira mar plantado, faz com que brandos costumes não seja a metáfora que mais salta à vista!
Em parte é o tratamento que damos aos animais, e não só às pessoas, que mede o nosso grau de evolução, de civilização... E se ao estado da nação, juntarmos esta tradição, diria que caminhamos alegremente para o fundo da tabela!
Mas como diz a Filomena Mónica, vamos fazer de conta que vivemos num país civilizado e ainda assim, escrever a nossa indignação a toda a gente que contribui para esta bodega!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

A galinha do vizinho

É sempre melhor que a minha… ou na versão americana “the grass is always greener on the other side”. Não sei se por aquelas bandas a expressão é assim tão clarificadora de muito do modo de pensar instituído, mas claramente por aqui, chega a ser a nossa própria essência. Serve para suspirar, serve para invejar o que achamos que não conseguimos fazer e serve essencialmente de desculpa para tudo o que não se faz a maior parte das vezes por inércia. E quando nos resolvemos a mexer, apenas nos limitamos a passar a papel vegetal o que vemos, ficando apenas com um frango que nada tem haver com a galinha gorducha que nos enche a vista do outro lado! E curiosamente nem assim aprendemos que esta aproximação, além de não nos deixar com o queremos, só nos deixa fel na boca!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Gestão orientada à goela

Desde que me lembro de mim, não gosto de gritaria. A minha professora primária era (e é, espero) uma senhora de peso. Para além de na altura me parecer enorme, das coisas que ainda hoje recordo mais vivamente é mesmo o vozeirão com que nos chamava ao quadro ou com que nos corrigia os ditados! Acho mesmo que quando me dei conta que ao fazer as coisas bem feitas, evitava a gritaria, a minha vontade de ser uma estudante aplicada, cresceu exponencialmente! Esta espécie de handicap, ainda hoje me assombra!

Para mal dos meus pecados, tenho vindo a descobrir uma nova escola de gestão, nos últimos tempos, que parece valorizar os decibéis emitidos. Como se o nível de incómodo causados nos ouvidos alheios, tivesse alguma espécie de reflexo no grau de respeito emitido, autoridade passada! E entre os invejosos de Olimpo, que apesar de não serem sequer semideuses, treinam o grito de boca bem aberta, para desta forma não passarem despercebidos! Nem aos desgraçados dos mortais que têm ouvidos sensíveis, nem às divindades que de tão vaidosas, consideram a mímica o derradeiro elogio!

As assembleias do monte Olimpo vêem-se reduzidas a ensaios de gramofone sobre os mais miúdos assuntos, gritados em escala crescente conforme o grau de importância, para que vejam que um bom gestor, não se esquece nunca, a prova provada é que não deixa de gritar, ora pois!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Ideias directas do intestino grosso!

Ou uma espécie de MM, se quisermos, ou seja: Metodologia de Merda! No fundo uma espécie de ligação directa das ideias para o autoclismo! Não se o resto do mundo tem vindo a cruzar-se com este tipo de elaboração estratégica, mas ultimamente, parece que oiço um “flush” contínuo na minha mente!


Aqui há pouco tempo comecei a ler um livro cujo título dá responde por qualquer coisa como: “As boas raparigas não sobem na vida”, que apesar de ter um título divertido, não deixa de ser um compêndio de “tretas de gestão”. Comprei-o por curiosidade e porque de facto achei que se conseguisse descobrir uma forma de não trabalhar demasiado, como estava indicado na contracapa do livro como um dos erros mais comuns, o preço promoção valeria a pena!
Entre as diferentes balelas que já li, umas com mais sentido que outras, muitas quase de sendo comum, houve uma que me martelou na cabeça e que descrevia a imbecilidade das pessoas que de bom grado relegam para últimas núpcias uma ida à administração ou algo similar devido à pura perda de tempo de tais visitas. Segundo a autora do livro isso releva muito pouca visão, pois é no monte Olimpo, e por conviver com os deuses que aí habitam que podemos aspirar a semi-deuses ou qualquer coisa do género! Segundo a minha perspectiva, qualquer reunião que demore mais de 1 hora de conversa de disco riscado e que me faça sair mais à nora do que entrei, é tempo perdido com ou sem divindades! E não me parece que isto seja algo que uma “boa rapariga” pense!...

Ultimamente tenho privado mais com os deuses do que seria habitual. Não posso dizer que não tenha vantagens. Ao fim e ao cabo constato em primeira-mão que as torcidas intestinais que fazem com que não consiga planear nada que dure mais de 2 dias, partem de uma cólica vinda directamente de uma divindade, mas que nem por isso deixa de cheirar mal! O que me leva a colocar uma outra questão: será que os iluminados responsáveis pela escolha de estratégias para a “humanidade” e evolução dos acentos no monte Olimpo têm o nariz entupido ou total ausência de olfacto?!?