terça-feira, 28 de julho de 2009

São tomates, senhor! tomates


Não daqueles vermelhos que tão bem sabem no Verão, em salada fresca para acalmar o calor! Mas sim, aqueles que representam o calão do tema! É desses que têm falta! Pois são esses mesmos que dão alento para bater o pé quando é preciso e saber levar a estocada de volta, quando a mesma é desferida! Estes e não os que imaginamos num qualquer quintal!
Curiosamente, é exactamente a falta dos ditos, que faz com que todos percam tempo agarrados aos que não têm, a defender quintas, cujo cultivo devia ser alheio!
Não seria melhor ter um pomar de todos, que a todos servisse?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Circo de gestão

Às vezes acho que trabalho num circo que se gaba de formar malabaristas! Temos apresentadores, que gostam de andar engalanados, com as suas cartolas altas e bigodes enrolados que nada mais fazem que não seja a ligação de números, sem aparente nexo, garantindo que no todo têm um espectáculo coeso. Curiosamente, tirando os domadores que gostam de exibir o chicote a torto e a direito, como se isso lhes desse mais importância no espectáculo que tudo o resto, alguns de nós acabam por cair na categoria de malabaristas, onde no espectáculo ao vivo, alguém arranja sempre forma de nos jogar mais bolas que aquelas que estamos habituados a reconhecer em todos os treinos que deixámos para trás!
Para quê insistir em jogar bolas coloridas ao ar, só para testar a resistência da gravidade?

sábado, 23 de maio de 2009

Cântico branco!

Pessoalmente sou mais uma pessoa do "Cântico Negro", embora reconheça que enquanto marcha individual tem o seu encanto, a sua nota de rebelião, ninguém espera que um bom líder tenha como máxima não sei por onde vou...
Mas dizer à boca cheia "sei para onde vou, para onde quero ir e como vou para lá", quando todos os que estão à volta, não deixam de ter de certa forma também humanos e por isso almas com dúvidas, não será de certa forma um endeusar de si próprio?

terça-feira, 12 de maio de 2009

marcar território empresarial

Biologicamente falando, os machos sentem necessidade de marcar território; de deixar o seu cheiro pelos sítios que considera seus de modo a que os machos vizinhos saibam quem manda. Todos nós já vimos os programas do national geographic e sabemos o principio.
Ultimamente tenho constatado que este comportamento não reside apenas nos animais ditos irracionais. Observando o habitat empresarial, tenho que constatar que os gestores e respectivos aspirantes, também gostam de participar num conjunto de mijo, contando e apregoando o número de mijadelas realizadas como se isso por si só mostrasse a sua qualidade! Anda a malta a pensar que o segredo está no MBA, e afinal basta mostrar que se mija mais e melhor!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Gestão pelo bonequinho michelin...

Todos nós conhecemos o bonequinho da Michelin, Bibedum. É uma figura simpática, sorridente, com aquele ar algo bonacheirão que muitas vezes acompanha os gordinhos. Mas todas as figuras têm a sua prateleira de arrumação, o seu sítio. Se Bidebum é uma cara aprazível nos guias e até mesmo a vender pneus, o caso muda de figura se o imaginarmos como uma representação de uma organização e o seu mega-gestor. Ora vejamos se todo o Bibedum for a organização e a cara sorridente o presidente executivo, os ombros o corpo administrativo e por aí em diante, temos uma boa cabeça, que nem consegue ver o seu próprio umbigo tal é o volume dos seus pneus a decidir o destino de todo o seu corpo, ainda que não o veja e por isso mesmo não o conheça! Não é por acaso que o Bibedum olha em frente e quando resolve andar é no minimo banboleante!
Será que queremos uma gestão bamboleante? Dá assim tanta confiança?!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Porque se calam os Pequenos?

Todos os grandes, que acham que ganharam o direito a mandar em alguém, muitas vezes se vêem numa espécie de monte Olimpo, de onde ditam as suas ordens do alto e de onde se podem achar como gigantes para os mortais que não têm outra escolha, se não se subjugarem!
Se este monte Olimpo for um qualquer concelho de administração e os deuses, não forem mais que semi-divindades que por um acaso qualquer acabaram a gritar ordens, sabem bem que se disso não se valerem, a máscara caí. As técnicas de amedrontamento, podem ir desde o simples grito à suspensão do pão para a boca, mas a preferida, é de longe reduzir os mortais ouvintes a uma posição em que os mesmos tenham medo da sua condição, sem se aperceberem que é no seu espírito de sobrevivência que reside a sua maior força!

domingo, 13 de julho de 2008

Gestão Desenrasca

Diz-se em jeito de gozo, à boca cheia, que os tugas devem estar protegidos por uma redoma de vidro devidamente assinalada com o sinal "quebrar em caso de emergência"! O que é quase o mesmo que dizer que apenas quando tudo o resto falta, ter o nível de desenrascanço tuga à mão de semear, sabe bem!
Nós por cá, parecemos estar convencidos que devemos aplicar o nosso nível de desenrascanço como panaceia universal!
Desde os políticos que utilizam sucessivos golpes de rins para disfarçar o facto de não saberem como raio vão limpar a trampa já gerada por este peculiar colar com cuspo à tuga; Passando pelos gestores que chicoteiam para incentivar a rapidez da reacção, ao invés de se preocuparem em olhar mais à frente; Ao desgraçado do mexilhão só lhe resta mesmo desenrascar-se e arranjar qualquer forma de construir castelos sem alicerces!